O DIA “D” – UM CLOSE NOS FILHOTES

 

Eles podem ser os bichos mais sujos do mundo mas, ignorando essa parte, esses filhotes não são umas coisas fofas?? Olhem a carinha de inocência que eles têm?  Tá, tá, eles não são tão ingênuos assim, mas dá pra ver que eles tão meio inseguros e desconfiados (e com razão, afinal tinha uma louca atrás da cortina com uma câmera)! Nessas fotos fica mais fácil ver quem é quem, então com orgulho eu apresento a vocês a pomba bobinha (que finalmente resolveu dar as caras e sair daquele buraco), à esquerda, e a espertinha, à direita. Não me perguntem como eu sei disso, eu simplesmente sei!

Ah, esses ainda são registros do dia 05/12/08, só pra constar.

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O DIA “D” – O PRIMEIRO DE MUITOS REGISTROS

No mesmo dia em que flagrei um dos filhotes fora do buraco, registrei o seguinte momento: mãe e filhos tomando conta da sacada, literalmente.  Eu não pude deixar de rir e pensar que, de uma vez por todas, tinha perdido minha sacada para elas. Dá pra notar que a mãe, no chão, está completamente á vontade, como se estivesse realizando o sonho da casa própria!

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A foto realmente ficou ótima, aliás, tenho muitos registros interessantes desse dia produtivo. Tirei várias fotos, fiz muitos vídeos; eu não conseguia desgrudar da porta de vidro, como se algo me dissesse pra registrar tudo que eu podia.  Por um instante me senti como uma fotógrafa da National Geographic, só na espreita, aguardando o melhor ângulo para uma foto. Talvez eu até poderia ter uma equipe pra me auxiliar, mas provavelmente não estaríamos atrás de pombas então, não adianta, tenho que aceitar o destino que me foi dado e contentar-me em ficar atrás da cortina da sala, espremida entre o móvel da TV e a porta que vai pra sacada. Não canso de imaginar o que meus vizinhos pensariam ao ver essa cena.

Qualquer barulho que eu fazia era motivo pra mãe biônica sair voando e os filhotes entrarem pra dentro da churrasqueira, como se tivesse soado um alarme de toque de recolher. Elas sabiam que eu estava atrás da cortina, tanto que não paravam de olhar pra minha direção, e mesmo assim faziam eu ficar ali atrás, toda torta, fingindo que estava camuflada. Estou descobrindo outro lado das pombas, elas podem ser cruéis, muito cruéis!

FUNDAMENTANDO TEORIAS

Cá estou eu novamente interrompendo a programação para postar algumas explicações! É coisa breve, prometo.

Há algum tempo postei um comentário sobre a falta de noção dos filhotes de pomba, pelo menos dos que se instalaram na minha churrasqueira. Brinquei, dizendo que elas ficavam emboladas pelos cantos da churrasqueira talvez porque fosse tanto cocô de pomba lá dentro que só restavam os cantos para se acomodar. 

Uma amiga, ao ler, comentou que não deveria ser por isso que elas ficavam lá juntinhas. Como estava lidando com uma bióloga achei melhor não discutir. Porém, olhando meu arquivo de fotos eu lembrei que não tinha escrito aquilo á toa. Se você olhar para a foto que postei naquele dia (21/02/08), realmente não é possível entender de onde tirei aquela idéia toda, afinal como costumo editar as fotos para postar no blog, algumas deixam de mostras alguns detalhes (como foi o caso). Mas olhando a foto original, postada abaixo, fica difícil não acreditar que elas estavam fugindo da bagunça que elas e seus pais fizeram lá dentro! Tire suas próprias conclusões!

Obs.: para aqueles que têm estômago fraco recomendo não clicar na foto para ampliá-la.

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Elas podem estar juntas para ficarem aquecidas, até aí tudo bem. Mas se fosse você lá dentro, pense bem (olhe pra foto), onde você ficaria?

VOLTANDO À CHURRASQUEIRA: NOVOS RUMOS

Estava eu acordada na madrugada do dia 05/12/08 quando, ao ir até a cozinha pegar um copo de água, notei uma sombra estranha na sacada. Como nossos sentidos costumam pregar peças, principalmente no escuro, eu não dei muita importância, mas ao voltar da cozinha notei que a sombra ainda estava lá. Me aproximei da janela com cuidado e fiquei pasma com o que vi:

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Sim, um dos filhotes estava descansando na porta de entrada da churrasqueira, imóvel. Pela cor dos olhos nota-se que é um filhote, pois seus pais tem olhos naquele tom bizarro de laranja. Por ter descoberto a saída para o mundo afora, creio que quem vemos na foto é a pombinha esperta; a outra deve estar assustada dentro da churrasqueira, com medo da própria sombra.

Apesar de mais esperta, parece que ela não gostou muito de saber que está a 15 andares de distância do chão, ao menos é o que sua expressão melancólica sugere. Porém, alguns minutos depois percebi que era apenas sono (sim, pombas dormem), porque ela começou a ter dificuldades para manter os olhos abertos.

Eu apenas não entendi porque ela ficou ali parada tanto tempo, pois eu fiquei observando por quase meia hora (é, eu me presto) e mesmo quando fui deitar, ela ainda estava lá, parada. Quem sabe ela ficou tão impressionada quanto eu, ao se ver fora do ninho, e entrou em estado de choque?!

Bom, agora é esperar pra ver as surpresas que terei durante os próximos dias, afinal depois desse grande passo mudanças rápidas  e significativas certamente estão por vir.

ALÉM DAS POMBAS

Technorati Marcas: ,,,

É irônico como aves, de uma forma geral, têm feito parte da minha vida (e sempre sem que eu queira que elas façam parte dela) após o aparecimento das pombas na churrasqueira. Não era minha intenção interromper a saga das pombas, mas simplesmente não dava pra esperar para contar o acontecido em outro momento. São duas pequenas histórias, interligadas de certa forma, portanto prometo ser o mais breve possível (dentro do que eu consigo ser breve escrevendo hehehe).

Há alguns meses atrás estava na casa de Pelotas estudando no quarto. A leitura era no mínimo chata, exigindo minha constante atenção para entender o texto e não cair no sono. Pelo som da cortina batendo eu sabia que soprava uma brisa na rua, mas não havia percebido que a porta que vai para a sacada estava sutilmente aberta. Aquele constante bater da cortina tornava a concentração mais dificil, como uma canção de ninar para um bebê que recem mamou: fatal. Já estava apoiando a cabeça no braço quando um barulho mais forte quebrou aquele mantra cantado pela cortina ao toque do vento. Olhei em volta e não percebi nada de muito diferente, até porque não sabia direito de onde havia vindo aquele barulho. Enquanto varria o quarto com os meus olhos de águia o barulho se repete, e dessa vez identifico a origem do mesmo. Um passarinho, um pardalzinho em tons marrons, se debatia contra o vidro tentando sair para a rua, inutilmente (e a menos de 40 cm de mim).

“Coitadinho, vou abrir o vidro pra ele sair” – pensaria uma pessoa normal. Já eu saí correndo em direção a porta de entrada do quarto (lado oposto ao que estava o passarinho) com a nítida sensação de que ele daria um rasante e se agarraria nos meus cabelos ou bicaria minha cabeça!! Enquanto corria pelo quarto gritava por aquela que ou surtaria comigo ou salvaria minha pele: mãeeeeeeee!! Então a mãe subiu até meu quarto, abriu a porta de vidro e o passarinho voou tranquilamente para a rua. Hoje eu penso no porquê daquela reação histérica, pois o bichinho entrou na maior das inocências dentro de casa e devia estar mais assustado do que eu para sair daquele quarto. Talvez eu ainda estivesse sensibilizada, ou traumatizada com a causa das pombas, que haviam há pouco tempo saído do ninho, então ter outro pássaro tão perto assim de mim deve ter gerado esse comporamento de fuga, hahaha!! A parte do rasante e da bicada deve ser culpa da televisão, ou da minha mente fértil, difícil dizer…

Então segunda-feira, dia 23/02/2009, estava chegando em Pelotas novamente, para passar uma semana na cidade. Já era noite, em torno de 11 horas mais ou menos, quando descarregamos as malas e lamentávamos a perda do pneu que havia furado no caminho. Como de costume, eu e a mãe fizemos uma rápida avaliação do estado da casa, pois apesar de termos ótimos caseiros para cuidar dela quando não estamos, bichos estranhos costumam aparecer (é o que acontece quando se constrói uma casa no que antigamente era um banhado). Não tendo encontrado nada além de algumas aranhas nos cantinhos mais escondidos, decidi ligar o computador e foi então que percebi cacos de vidro no chão, do que depois percebi ter sido um copo que costumava ficar numa prateleira do bar, na sala. Avisei a mãe e ela achou estranho que nossos caseiros tenham quebrado um copo sem nos avisar e sem juntar os cacos, mas tudo bem, vai ver caiu no esquecimento.

Por volta das oito da manhã acordei para ir ao banheiro que fica no 1º andar. Quando estava lavando as mãos ouço um barulho estranho, como se fossem asas batendo. Não, eu não preciso de morcegos a essa hora – pensei. Fiquei parada um instante para ver se identificava de onde vinha o barulho e assim poder traçar uma rota de fuga. Dessa vez um piado estridente seguiu o barulho das asas, mas como não exerguei nada, decidi subir rápido. Porém ao chegar no pé da escada percebi um vulto no segundo lance de degraus, o que me fez subir cuidadosamente, pé por pé. Achei estanho não ter encontrado nada onde jurava ter visto o vulto e por isso apressei o passo até o segundo andar. Sem pensar duas vezes entrei no quarto da mãe, pois ironicamente algo havia feito sentido na minha cabeça. Falei que tinha uma teoria convincente sobre o copo quebrado. Expliquei sobre o barulho das asas, o piado, o vulto… eu já tinha visto isso antes! Só podia ser um passarinho!!

Quando fui apontar para onde tinha visto o vulto, enxergo um pequeno pardal em tons marrons… isso não soa nada familiar? Bom, la estava o pardalzinho no chão, a mais ou menos um metro de mim. Ele deve ter se assustado com a minha voz insistente para que a mãe saísse da cama para vê-lo e, aos pulinhos, passou por baixo da porta de um dos cômodos. A mãe então aproveitou para abrir a janela do quarto ao lado de onde o passarinho tinha entrado. Quando ela mexeu na janela, parecia que o pardalzinho sabia exatamente o que fazer: saiu novamente aos pulinhos por baixo da porta e entrou no quarto ao lado; voou até um abajur que estava perto da janela e depois para a rua, assim que minha mãe abriu o vidro!

Moral da história, pardais são invasores de propriedade alheia assim como as pombas, não são tão inocentes assim e eles definitivamente e irrevogavelmente têm algum problema comigo!

DISFARÇAR É A PALAVRA DA VEZ

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Se pombas falassem acredito que a pomba de cima (que provavelmente é a esperta) estaria dizendo para a outra: “Disfarça, disfarça que lá vem ela com aquela câmera de novo!”. Vai dizer que elas não estão com a maior cara de criança arteira que tá tentando não chamar a atenção pra arte que tá aprontando?!

UMA QUESTÃO DE TEMPO

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Talvez eu esteja influenciada por saber que não faltava muito para a saída dessas duas figuras do ninho, mas nessa foto eu meio que já noto um ar de confiança em pelo menos uma delas, a da esquerda (a espertinha ehehhe). Parece que ali ela sabia de algo que eu ainda não sabia, que ela já podia e sabia como usar suas asas. Ainda amontoadas em um dos cantos da churrasqueira, me pareceu, pela primeira vez, que elas estavam interessadas em alguma coisa do lado de fora daquele ninho. E a expressão de pobres coitadas e de amedrontadas, que antes era possível perceber, não mais estava presente. O que elas andam aprontando eu não sei, mas a partir dessa foto eu senti que era só uma questão de tempo…

NOÇÃO DE ESPAÇO: ZERO!

Prestem atenção na foto abaixo e vocês verão que eu não estou errada. Tá certo que a churrasqueira não é um palácio, mas tem espaço suficiente para duas pombas circularem numa boa. Ao invés de aproveitarem o lugar que os queridos pais deles encontraram por conta própria, os filhotes resolveram ficar embolados nos cantos da churrasqueira! Eles não devem ter muita noção de espaço! Ou (momento de insight filosófico) já tá tudo tão cagado lá dentro que só restaram os cantos pra se acomodar!!

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Se o problema realmente for a sujeirada que elas fizeram lá dentro, acho que a coisa tá ficando feia, porque passaram-se dois dias entre a foto anterior  e a foto abaixo, tirada no dia 27/11/2008, e as pombinhas ainda permanecem no mesmo canto! Estarão elas encurraladas pelas próprias fezes?!

Eu sempre ouvi falar que pombas eram bichos sujos e fedorentos que comem e cagam em grandes proporções. E depois que elas invadiram minha churrasqueira e se tornaram alvo das minhas observações, acho que tenho direito de acrescentar a elas mais algumas características, como abusadas e acomodadas. Será a natureza tão sábia a ponto de fazer com que as pombas sejam vítimas do próprio processo, quase constante, de defecação para que assim sintam-se forçadas a sair do ninho? Porque do jeito que são acomodadas é capaz delas ficarem ali pra sempre!

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E, finalmente, três dias depois elas mudam de canto, apesar de continuarem emboladas. Claro que não podemos descartar teorias mais consistentes para justificar o fato. Elas podem estar assim para manterem-se aquecidas, ou para sentirem-se protegidas, ou para não serem vistas (mas aí elas não teriam noção do próprio tamanho… meu Deus, elas não podem ser tão sem noção). Entretanto eu prefiro acreditar que elas estão encurraladas em meio ao caos (lê-se cocô) instaurado por elas e seus respectivos pais e que isso de alguma forma está relacionado com o saída dos filhotes do ninho. É uma forma de me iludir e achar que logo elas estarão partindo e ao mesmo tempo já trabalhar antecipadamente o luto dessa partida.

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EM BUSCA DE EQUILÍBRIO

Aqui vai um vídeo que eu fiz quando descobri que elas estavam começando a firmar as perninhas. Notem que a do lado esquerdo do vídeo se esforça mais que a do lado direito, o que fortalece minha teoria de que uma é mais esperta que a outra, ou menos tímida diante das câmeras hahahaha.

O aprendizado é rápido, principalmente quando se trata de fugir do assédio de fotógrafos (quem mandou escolher a minha churrasqueira?). Veja no vídeo abaixo:

 

UNIDAS VENCEREMOS

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Eu não sei porque elas gostam tanto de ficar grudadas. Se você vem acompanhando as fotos desde o início já deve estar familiarizado com o espaço da churrasqueira o suficiente pra perceber que da última foto pra essa elas já mudaram de posição novamente. Mesmo assim uma continua grudada na outra. Vai ver é só tamanho mesmo!